UEMS/Maracaju: Ação do curso de Pedagogia promove diálogo entre Universidade e Escola Indígena - UEMS

UEMS/Maracaju: Ação do curso de Pedagogia promove diálogo entre Universidade e Escola Indígena

UEMS/Maracaju: Ação do curso de Pedagogia promove diálogo entre Universidade e Escola Indígena

Iniciativa, realizada na Aldeia Nova Tereré, busca desconstruir estereótipos e contribuir com a formação de futuros professores sobre as culturas dos povos originários

UEMS/Maracaju: Ação do curso de Pedagogia promove diálogo entre Universidade e Escola Indígena
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Unidade MARACAJU
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Neste mês de abril, em que é celebrada a valorização e memória dos povos indígenas, o curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Unidade de Maracaju, realizou uma ação que uniu teoria acadêmica e vivência prática. 

A atividade, intitulada "Histórias, Culturas e Saberes Tradicionais Indígenas: diálogos entre a universidade e a educação escolar indígena", levou 12 acadêmicos da Pedagogia até a Escola Municipal Indígena Nandi Pasiliu, localizada na Aldeia Nova Tereré, em Maracaju. A visita foi realizada no dia 16 de abril.

A ação faz parte de projeto de ensino e disciplina coordenados pela Professora Dra. Cristiane Pereira Peres. O principal objetivo da atividade foi proporcionar aos futuros educadores uma imersão na diversidade étnica, cultural e linguística dos povos originários. 

Segundo a coordenadora, o contato direto com a realidade escolar indígena é fundamental para que os acadêmicos possam trabalhar no desenvolvimento de uma prática docente mais inclusiva e consciente. “Os diálogos interculturais construídos por meio da parceria entre a Universidade e a Educação Escolar Indígena corroboram com encontros culturais e étnicos, importantes na formação de professores e pessoas no que se refere ao respeito e reconhecimento das diferenças e diversidade. Que essa parceria seja sempre realizada reconhecendo, valorizando e respeitando as culturas, os saberes tradicionais e o protagonismo indígena", explica Peres.

Também participaram da ação, a professora da UEMS, Kelly Sakata, o coordenador pedagógico da Nandi Pasiliu, Eduardo Candelário - que esteve à frente para o encaminhamento das atividades - além dos demais professores, assim como a coordenação e a direção da Escola Municipal Indígena.

O acadêmico indígena da UEMS, Marquinho Basílio, que foi um dos principais articuladores da atividade, fala sobre a importância da iniciativa. “Ser acadêmico indígena sempre foi um desafio. A Universidade precisa compreender que temos nossas culturas, saberes e línguas, que são diferentes dos não indígenas. Hoje, ocupamos diversos espaços, e a Universidade é um deles, para que possamos continuar resistindo na sociedade. É muito importante que os acadêmicos conheçam nossas culturas, línguas e educação escolar. Isso contribui com o rompimento dos preconceitos com os povos originários”, destaca Basílio.

Realizada no contexto do “Abril Indígena”, a visita à Escola Extensão Nandi Pasiliu permite que os discentes compreendam as particularidades da educação escolar diferenciada. Ao tecer novos olhares sobre o ensino, o projeto espera que esses futuros profissionais também levem para as salas de aula de ensino fundamental e médio uma visão mais rica e respeitosa sobre a identidade dos povos que formam a base do Brasil.
 

* Nas fotos aparecem o Elielson Basilio (Cacique da Aldeia Nova Tereré), Antônio Vicente (Liderança Indígena), Eduardo Candelário (Coordenador pedagógico); Marquinho Basílio (acadêmico e membro Comunidade Indígena).

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