O curso de Química Tecnológica e Agroquímica é um curso de nível superior e tem como objetivo a formação de profissionais que estejam aptos a atuarem em empresas públicas, privadas e corporativas ligadas à temática da Química/Agroquímica para atuarem em atividades de ensino, pesquisa e desenvolvimento de tecnologias em universidades, institutos de pesquisa, empresas, órgãos de governo e entidades privadas.
Muitas vezes, o termo Agroquímico é relacionado unicamente ao conjunto de substâncias químicas utilizadas no controle de pragas e fertilização agrícola, entretanto cientificamente este termo é mais bem associado ao conjunto de técnicas que o ser humano utiliza para controlar e entender os processos pelos quais se obtêm alimentos e fibras para si mesmos e ração para seus animais.
A Agroquímica é um ramo interdisciplinar da Química que se refere à agricultura (produção agrícola, processamento de produtos crus em alimentos e bebidas, monitoramento e remediação ambiental.). É considerado um campo importante da ciência agrícola, fundamental para a tomada de decisões que impactam a produção e o lucro do setor. Neste projeto pedagógico de curso de graduação, optou-se por além de formar o acadêmico com as bases importantes e sólidas da Química, proporcionar a este público o conhecimento mais direcionado à Agroquímica abordando os seguintes temas: 1) Solos; 2) Papel e Celulose; 3) Produção sucroalcooleira; 4) produção de óleos; 5) processamento de alimentos; 6) Biocombustíveis e 7) Gestão de resíduos agroindustriais.
Com estas áreas prioritárias, entendemos que podemos formar pessoal capacitado a gerar novos conhecimentos científicos, com foco na inovação de processos, produtos e serviços ligados à Química/Agroquímica, que se revertam em valoração dos recursos naturais e dos serviços ambientais contribuindo para o desenvolvimento sustentável da Região Centro-Oeste e o bem-estar dos povos envolvidos. Desta forma, visualiza-se o fortalecimento da pesquisa na Região Centro-Oeste, principalmente no Cone Sul (Zona de Transição Mata Atlântica e Cerrado), além de gerar novos conhecimentos e soluções para o uso sustentável dos recursos naturais e para o desenvolvimento das atividades humanas.
Atualmente a sustentabilidade associada ao setor agropecuário é imprescindível para o sucesso das atividades sendo uma das oito megatendências do setor para os próximos 20 anos. As megatendências integram a plataforma visão de futuro do agro brasileiro. Sistemas agrodigitais, sistemas integrados de produção, investimento na biorevolução, busca por alimentos rastreados que indiquem segurança e confiabilidade, crescimento da indústria de bioinsumos em detrimento ao uso de defensivos agrícolas, consolidação do pagamento pelos serviços ambientais são alguns dos destaques, controle de qualidade com técnicas analíticas e remediação ambiental atrelados também aos processos químicos/agroquímicos. As oito megatendências apontam um conjunto de desafios para que o setor agrícola se mantenha competitivo e sustentável num longo prazo, sendo que a primeira é a produção moldada em padrões sustentáveis.
O Estado de MS está passando por um processo de diversificação da economia que não tem paralelo na sua história. São bilhões de reais em investimentos nos setores sucroenergético, papel e celulose, floresta plantada, geração e distribuição de energia, oleoquímica, mineração, siderurgia, indústria de processamento de alimentos, enfim, uma gama enorme de oportunidades em áreas nas quais o Estado não tem muita tradição. Por isso, cabe as instituições de ensino e centros de pesquisa, fazer gestões e elaborar projetos, para que ofereçam tanto a educação formal direcionada para essas áreas quanto cursos de qualificação para os estudantes e trabalhadores.
Se isto não acontecer, as vagas vão ser preenchidas por profissionais de fora, com formação em instituições de outros Estados. Com estas observações e estudos sobre o perfil econômico do estado de MS incluindo a implementação de novos empreendimentos, nota-se que existe a necessidade de qualificação profissional na região e no estado, que em parte é vinculada ao setor químico/agroquímico, a qual a proposta em tela visa atender com a criação deste curso.
Diante do exposto, a UEMS - Unidade Universitária de Naviraí oferece, atualmente, 25 (vinte) vagas para o curso de Química Tecnológica e Agroquímica, pelas modalidades de acesso vigentes da instituição (SISU, Vestibular, PSP), considerando todas as ações afirmativas que a universidade já implementa.