UEMS Aquidauana: Acadêmicos de Agroecologia Intercultural marcam presença na COP15 da ONU em MS - UEMS

UEMS Aquidauana: Acadêmicos de Agroecologia Intercultural marcam presença na COP15 da ONU em MS

UEMS Aquidauana: Acadêmicos de Agroecologia Intercultural marcam presença na COP15 da ONU em MS

UEMS Aquidauana: Acadêmicos de Agroecologia Intercultural marcam presença na COP15 da ONU em MS
Povos do Pantanal
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Unidade AQUIDAUANA e CAMPO GRANDE
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Os estudantes do curso de Agroecologia Intercultural Povos do Pantanal, da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Unidade de Aquidauana, vivenciaram uma experiência única ao participar da COP15 das Espécies Migratórias, evento internacional promovido pela ONU e países membros. Realizada em Campo Grande (MS), na última semana de março de 2026, a conferência reuniu pesquisadores, lideranças e representantes de diversas partes do mundo em torno da conservação da biodiversidade.

Acompanhados pela professora Maristela Benites e pelo professor Alejandro Lasso, os acadêmicos participaram de atividades como a “passarinhada” — prática de observação de aves em seu habitat natural — e integraram um ambiente rico em trocas de saberes. Durante o evento, tiveram a oportunidade de conhecer projetos, dialogar com especialistas e compartilhar experiências a partir de suas próprias vivências nos territórios.

Para a professora Maristela Benites, a experiência reforça a importância da cooperação global na preservação das espécies migratórias. Segundo ela, “a jornada desses animais não reconhece fronteiras geopolíticas e nos ensina que sua proteção depende de esforços conjuntos entre países e regiões. Esse espírito de comunhão, que aproxima pessoas de diferentes lugares em prol da conservação socioambiental, fortalece nosso compromisso com a pesquisa, a justiça social e ambiental, e a redução das vulnerabilidades”.

A docente também destaca o reconhecimento dos saberes tradicionais no evento: “A COP15 evidenciou o papel essencial dos povos originários e das comunidades tradicionais na conservação das espécies migratórias, mostrando que ainda há muito a aprender quando diferentes formas de conhecimento se encontram e dialogam”.

A acadêmica Rosy Paiz, do povo Terena, ressaltou o protagonismo indígena no encontro. “Levamos à COP15 nossos saberes ancestrais, que protegem os ciclos da mãe natureza, incluindo o percurso das aves migratórias. Ficou evidente que cuidar dos nossos territórios é também cuidar dos céus, das águas e da terra por onde essas espécies passam”, afirmou.

Já o acadêmico Luiz Henrique Wanzembok, do povo Kinikinau, destacou o sentimento de reconhecimento: “Ver e ouvir sobre a importância dos povos originários na preservação ambiental, e perceber como esse cuidado impacta diretamente o bem-estar das espécies, nos enche de orgulho”.

Para o coordenador do curso, professor Rogério Ferreira da Silva, a participação vai além de uma experiência acadêmica. “Estar em um evento internacional como a COP15 amplia horizontes e fortalece a formação dos nossos estudantes. A agroecologia intercultural se consolida na vivência prática, no diálogo com outras realidades e na presença em espaços onde se discutem decisões que impactam o futuro do planeta”.

Ele reforça ainda a relevância da presença indígena nesses espaços: “Os estudantes levam consigo saberes ancestrais e uma relação profunda com o território do Cerrado e do Pantanal. Participar da COP15 significa ver esses conhecimentos reconhecidos globalmente, fortalecendo-os como protagonistas na ciência e na luta pela conservação socioambiental. Assim, formamos não apenas profissionais, mas sujeitos políticos conscientes do seu papel na construção de um mundo mais sustentável, justo e sociobiodiverso”.

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