UEMS consolida passo importante na valorização de mulheres em cargos de chefia na instituição - UEMS

UEMS consolida passo importante na valorização de mulheres em cargos de chefia na instituição

UEMS consolida passo importante na valorização de mulheres em cargos de chefia na instituição

Ação da PRODHS integra política institucional e prevê redução de carga horária para mães na primeira infância que exercem liderança na gestão

UEMS consolida passo importante na valorização de mulheres em cargos de chefia na instituição
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A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) deu um dos mais importantes passos na valorização de servidoras por meio de ação que integra a política institucional trabalhada pela Pró-reitoria de Desenvolvimento Humano e Social (PRODHS) e a Reitoria da instituição. A Portaria UEMS nº 020/2025, publicada na última terça-feira (8), garante mais qualidade de vida às mulheres que desempenham cargos de chefia ou funções de confiança na gestão da Universidade e que tenham filhos(as) ou dependentes de zero a seis anos de idade.

Nessa perspectiva, a redução da jornada de trabalho de 40h para 30h semanais das mulheres que possuem filhos e/ou dependentes na primeira infância está ancorada no Programa Mulheres e Meninas na Ciência, em seu art. 12, além da necessidade de adequar a legislação da UEMS à legislação federal que dispõe sobre a entidade familiar como base da sociedade e sobre a necessidade de assistência da criança na primeira infância.

"É uma honra transmitir essa notícia, tão aguardada pela comunidade acadêmica, com um olhar voltado às mulheres em cargos de chefia de nossa Universidade e permite estimular nossas servidoras possam ocupar cargos de liderança na gestão. Esse é um compromisso da UEMS e integra o Programa de Parentalidade que está em desenvolvimento pela PRODHS. A intenção é oportunizar a otimização de um maior tempo de qualidade de mulheres com filhos/as na primeira infância", esclarece a vice-reitora da UEMS, profa. Dra. Luciana Ferreira da Silva.

PRODHS trabalhou a pauta junto da vice-reitoria da UEMS e outro avanço que está a caminho é o Programa de Parentalidade.

Ela explica que a portaria é a materialização de um planejamento iniciado anteriormente e que alcança a realidade de nossas servidoras. "Conciliar a vida pessoal e profissional destas mulheres reflete premissas do Programa Mulheres e Meninas na Ciência e se correlaciona aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) previstos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Contamos com o apoio de todos e todas para uma verdadeira efetividade da implantação da portaria", ressalta a vice-reitora da UEMS, profa. Dr. Luciana Ferreira da Silva.

A técnica Me., Vânia Morassutti Benatti, destaca que o compromisso da UEMS com as servidoras "isso não é apenas uma mudança administrativa, mas um gesto de reconhecimento e um investimento real da Universidade ao passo que reconhece a dupla jornada delas. Nesse sentido, a redução de carga horária garante qualidade de vida à essas mulheres garantindo qualidade de convivência familiar sem o prejuízo das atividades no expediente do trabalho", informa a responsável pela PRODHS.

A portaria expedida pela PRODHS/UEMS igualmente é orientada pelo compromisso da Universidade com a promoção de um ambiente de trabalho que valorize o bem-estar e a saúde de servidoras e servidores. "A normativa busca o desenvolvimento humano e a qualidade de vida como fatores essenciais para o desempenho de suas atividades. O documento visa a promoção do bem-estar e da qualidade de vida de seus servidores com as responsabilidades parentais", finaliza a responsável pela PRODHS.

Para solicitar o benefício previsto na portaria, é necessário a comprovação de dependência destas servidoras, que devem formalizar o pedido pedido mediante preenchimento de formulário específico com dados pessoais e da chefia e apresentar documentos como certidão de nascimento (ou adoção) e comprovar dependência funcional. Os documentos deverão ser encaminhados, exclusivamente, via e-mail para prodhs@uems.br em arquivo eletrônico único no formato "pdf". Dúvidas e mais informações podem ser solicitadas ao e-mail supracitado.

Relatos de Servidoras beneficiadas

Uma pauta tão essencial e que representa ganhos reais para as mulheres da UEMS foi comunicada, inicialmente, nas redes sociais da UEMS, no Instagram e Facebook - @uemsoficial. A Diretoria de Comunicação Social trabalhou relatos que demonstraram a importância da Portaria UEMS 20/2025 na vida das servidoras contempladas. O sucesso da ação institucional da UEMS pode ser mesurado pela métrica dos reels que, juntos, somam mais de 18,5 visualizações e um total de mais de 11 mil contas alcançadas. 

Diretor Rubens Urue e a publicitária Fabiana Oliveira durante as gravações. Os posts da pauta tiveram 18,5 mil visualizações.

Os dados quantitativos revelam o quanto a pauta contribui para a boa percepção da UEMS junto ao público. Acompanhe os relatos abaixo.

"Sou servidora de Carreira da UEMS, tive cargo de chefia durante muitos anos e também precisei exonerar para priorizar minha filha,  pois queria amamentar e na época também, como não tinha rede de apoio, não tinha com quem deixa-la. Após 2 anos da amamentação eu retornei ao cargo e contratei uma babá. Mas, quando decidi engravidar do segundo filho,  novamente a questão das 8hs diárias presenciais foi um problema. Por isso, essa política de redução de carga horária é uma vitória incrível para as mães, que são servidoras fantásticas e que agora poderão ter qualidade de vida maior, realizando o excelente trabalho com comprometimento que sempre realizaram e também, amamentar ou cuidar dos seus filhos com tranquilidade e qualidade de vida. As maes ganham, a Uems ganha com servidoras mais tranquilas e felizes. Muito orgulho dessa política linda que a Uems aprovou. Tenho muito orgulho de ter participado dessas políticas das mulheres desde o início. É um honra! Parabéns Luciana, Vânia e Laércio pela sensibilidade. Parabéns, UEMS pelo avanço!". Alessandra Paim, idealizadora do Programa Mulheres e Meninas na Ciência da UEMS e ex-chefe da Divisão de Pesquisa (Pró-reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação  - PROPPI).

"Quando surgiu o convite para assumir a chefia no Setor da PROAFE, a minha maior preocupação foi a carga horária que passou de 30 para 40 horas semanais. Me recordo de dizer à vice-reitora da UEMS, profa. Luciana, sobre os meus três filhos e que o fato de ser mãe impossibilitava que eu assumisse o cargo de chefia. Ao refletir o discurso social de que mulheres/mães têm que escolher entre a carreira ou os filhos, ou ainda, que os filhos podem comprometer o desempenho profissional da mulher. Sou a mãe do Lorenzo (11 anos), da Isis e da Maya (gêmeas de 5 anos). Ao saber da publicação da Portaria 020/2025 recebi com muita alegria a notícia, pois ela materializa o compromisso da UEMS com as mulheres e meninas na ciência, bem como reafirma a importância da presença materna na primeira infância. A redução na jornada de trabalho reflete significativamente na promoção de mais tempo de qualidade com as crianças. Isis e Maya adoram plantar, querem saber tudo sobre sementes e plantas. Agora teremos mais tempo para cuidar do nosso jardim", finaliza a servidora técnica da UEMS. Suzanir Fernanda Maia, chefe do Setor de Atenção Socioassistencial (Pró-reitoria de Ações Afirmativas, Equidade e Permanência Estudantil - PROAFE).

Alessandra Paim e Suzanir Maia, técnicas da UEMS, enviaram seus depoimentos por meio de relatos escritos.

"Estou muito feliz por saber que esse decreto foi publicado e contempla nós, mulheres em cargo de chefia, com essa redução de horário. Então, eu fui mãe em 2023, a minha filha vai fazer 2 anos agora em Agosto, a Maria Luíza, e isso vai ser um diferencial na minha vida. Quando eu retornei da licença-maternidade, tive que fazer a escolha de continuar a minha carreira ou parar parte da minha carreira ali, para cuidar da minha filha. Então, eu tive o apoio do meu esposo, da minha família, para poder continuar. Enfim, a minha filha teve que, hoje, ficar na creche o dia inteiro. E a gente sempre, como mulher, como mãe, ficamos com aquele peso de "será que estou fazendo a coisa certa, abrindo mão de ficar esse tempo com a minha filha para seguir a minha carreira. Será que eu estou fazendo a correta? Acho que essa é a grande dúvida de nós mulheres. Tenho outras colegas também que ocupam esses cargos de chefia, também. Mas eu fiz a opção pela minha carreira e fico muito feliz por estar numa instituição que valoriza as mulheres,  que valoriza a nossa presença nesses cargos e agradeço demais". Carolina Coutinho, chefe da Divisão de Compras (Pró-reitoria de Administração e Planejamento - PROAP).

"Desde que entrei na instituição, em 2018, vejo o quanto a UEMS valoriza o seu recurso humano, principalmente a mulher. Creio que todas nós, mães, estamos com o coração fervendo de alegria, porque quando o nosso filho nasce, já começa aquela preocupação: quando eu vou lá trabalhar, como vai ser deixar uma criança tão pequena? Temos aquelas servidoras que têm, assim como eu, uma rede de apoio familiar, eu tenho a rede de apoio. Mas temos servidoras que vêm de outros estados, por exemplo, e estão aqui sozinhas, em muitos casos, somente só ela e o esposo, os dois trabalhando. Então, nós presenciamos esse sofrimento. Nesse sentido, estou muito feliz por que essa portaria vai trazer não só um ganho de produtividade das mães no cargo de chefia, nos seus serviços, assim como, também, um tempo de qualidade com nossos filhos em casa. Esse cenário é muito bom, inclusive, para a saúde mental. Espero que esse benefício se propague para outras instituições e outros setores". Marciele de Freitas, chefe de gabinete da vice-reitoria da UEMS.

Servidoras em relatos emocionantes reforçam os benefícios da Portaria UEMS 20/2025.

"Estou no setor de incubadoras e empresas juniores. No momento, não desempenho um cargo de chefia, mas já desempenhei no passado. O serviço público aconteceu na minha vida antes da maternidade. Como mãe, eu quis priorizar tempo com o meu filho. Eu sei que isso ainda é um privilégio e, infelizmente, não é para todo mundo. Também fico emocionada ao falar disso, porque a gente sabe que essa portaria, esses benefícios, eles começam como privilégios. Não são todas as mulheres que têm acesso hoje, mas a nossa esperança é que tudo nasce como um privilégio e se hoje é um privilégio que, em algum momento, isso vire reflexo para outros setores, para que todas as mães possam ver os filhos crescerem. São momentos que você não vai conseguir comprar com nada depois, com carreira, com dinheiro. Esse é um caminho humanizador mesmo, que a UEMS tem tomado. Obrigada. Jaqueline Zanzi (Setor de Incubadoras da Pró-reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Comunitários - PROEC).

"É um motivo de surpresa positiva surpresa a notícia da Portaria. A maternidade, ela passa, ela intersecciona várias políticas de inclusão que a UEMS já encabeça e é muito gratificante a gente se sentir também incluída. Eu passei a ocupar uma função de chefia assim que eu entrei na universidade e eu tenho uma filha de dois anos agora, dois anos e meio, a Júlia, eu tive ela no início de 2023. No primeiro ano dela, no meu primeiro ano na UEMS, eu saía todos os dias na hora do almoço para amamentar minha filha, para garantir que ela continuasse da forma como eu sei que era o correto, amamentar até os dois anos de idade. Esse período  foi uma luta. E até hoje, muitas vezes, a jornada de trabalho, assim, de todos que cumprem 40 horas e saem às 16h30. Com o deslocamento, eu chego lá no CEIM, normalmente por umas 17h. Por conta de todo o cuidado que a gente tem que ter, atenção e também, para garantir que ela continue sendo amamentada. É tudo muito corrido. Então, eu agradeço muito, muito, muito e eu me sinto bastante incluída com essa política". Luísa Gabriela Oliveira Meier, chefia de Divisão (Pró-Reitoria de Ensino - PROE).

"Desde 2004, que eu entrei na UEMS, estive à frente de algum setor. Quando o meu segundo filho foi diagnosticado com autismo chegou um momento em que eu teria que escolher entre continuar me dedicando à carreira, fazendo o que eu gosto, chefiando um setor onde eu me reconheço, onde eu sou muito feliz ou acompanhar o meu filho nas terapias. E, graças a um olhar sensível e humano da UEMS, eu não precisei fazer essa escolha. Hoje eu continuo chefiando o setor e eu faço seis horas e posso acompanhar meu filho em todas as terapias. Então, isso me  acalma o meu coração, porque eu posso fazer as duas coisas ao mesmo tempo, não precisei escolher entre uma e outra. E assim, eu me sinto muito, muito incluída, sendo vista pela UEMS como mãe atípica. A gente já tem muitas demandas, a gente já tem muitas dificuldades lá fora em todo. E aqui dentro eu não precisei enfrentar esse tipo de dificuldade. Então, assim, agradeço demais e me emociono, inclusive, porque não é em todo lugar que uma mãe atípica é acolhida, respeitada e vista. (1:50). Estou na expectativa da norma que vem regulamentar isso, porque hoje eu sou autorizada em relação à minha situação, mas nós não temos a norma ainda. Mas a gente sabe que ela já está a caminho. Então, assim, obrigada, UEMS. Gisele Mendonça de Camargo, chefe do setor de Capacitação Profissional (Pró-reitoria de Desenvolvimento Humano e Social - PRODHS).

Sou servidora da UEMS já tem 10 anos, sou mãe do Heitor (6 anos) e da Cecília (1 ano). Estive à frente da chefia do setor de mobilidade nos últimos dois anos, mas eu tive que deixar a função por conta da minha gestação, deixei nos últimos instantes da gestação. Para ficar com a Cecília e com o Heitor também, fiz essa redução de cargo horária e dedicar o tempo a eles que são tão pequenininhos e viver essa primeira infância, tão importante, tão marcante para as crianças. Algo que eu quero salientar é que esse é um avanço muito importante para nós, mulheres e mães, que trabalham aqui na UEMS. Reconheço como um grande avanço, é muito importante essa portaria, essa normativa publicada. Assim como eu, existem muitas outras mulheres, mães aqui na UEMS, que não podem ter esse privilégio de abrir mão de uma chefia para fazer seis horas. Elas têm que trabalhar por conta do salário, do ganho a mais, que representa uma chefia. Então, com a aprovação dessa norma, tenho certeza que muitas mulheres vão se somar às chefias e vão fazer uma grande força para a UEMS avançar cada vez mais. Maria Eugênica Petenucci (Setor de Mobilidade da Diretoria de Relações Internacionais - DRI).

Os passos anteriores que inspiraram a Portaria UEMS 20/2025

A técnica Dra. Alessandra Paim, vinculada à Pró-reitoria de Pesquisa, Pós graduação e Inovação (PROPPI) da UEMS contextualiza etapas importantes da pauta pró mulheres em cargos de gestão na instituição. "Ainda em 2021, tivemos o ponta pé inicial dessa pauta, que foi aumentar o período de pontuação do currículo lattes das pesquisadoras que tinham usufruído de licença maternidade ou licença adotante. A questão era a seguinte: por que razão aquela pesquisadora que voltava da licença, disputava bolsas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) em pé de igualdade com um colega pesquisador que continuou produzindo normalmente? Enquanto ela ficou totalmente afastada da Universidade 6 meses e ainda,  depois tinha um bebê com todas as demandas que isso envolve de introdução na escola, cuidados, amamentação,  doenças que surgem nessa fase, inúmeras consultas em pediatras, etc. Obviamente, era injusta a concorrência, pois o pesquisador teria um currículo mais potente", contextualiza Alessandra.

Do banco de imagens de 2022: Alessandra Paim com o time PROPPI, ao lado da então pró-reitora Luciana Ferreira, hoje, vice-reitora da UEMS.

Essa foi a primeira política relacionada a mulheres da UEMS, recorda a técnica da UEMS. Ela prossegue em retrospectiva pontuando que "em 2022, aprovamos na Resolução de Pesquisa a obrigatoriedade de que todos os editais de pesquisa e Iniciação Científica (IC) da UEMS deveriam ter alguma política de incentivo às mulheres na Ciência. Essa aprovação foi um marco gigantesco da luta das mulheres na instituição. Considero que esse momento foi sensacional e a grande sacada que tivemos na época: garantir em resolução, para que ninguém retirasse e causasse algum retrocesso nesse tipo de política de mulheres", indica Alessandra.

Após esse divisor, no âmbito da PROPPI/UEMS, foram promovidas ações voltadas a incentivos voltados à participação feminina na Ciência, em cargos na alta gestão da Universidade e nas áreas STEM. "Daí, a partir destas iniciativas, foi criado o Programa Meninas e Mulheres na Ciência da Universidade, que eu considero a consequência do trabalho que já estávamos fazendo, mas que igualmente foi muito relevante,  pois deu mais visibilidade ao que estávamos fazendo e abriu possibilidades de termos mais apoio institucional e mais recursos envolvidos, potencializando as políticas relacionadas às mulheres", informa Alessandra Paim.