UEMS e PMMS lançam campanha “Orientar e Monitorar para Proteger” com foco no combate à violência contra mulheres - UEMS

UEMS e PMMS lançam campanha “Orientar e Monitorar para Proteger” com foco no combate à violência contra mulheres

UEMS e PMMS lançam campanha “Orientar e Monitorar para Proteger” com foco no combate à violência contra mulheres

Ação visa esclarecer discentes no reconhecimento de situações que envolvam abuso e agressões e sobre como buscar ajuda

UEMS e PMMS lançam campanha “Orientar e Monitorar para Proteger” com foco no combate à violência contra mulheres
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A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), por meio da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas, Equidade e Permanência Estudantil (PROAFE), lança nesta terça-feira (10) em Dourados a campanha “Orientar e Monitorar para Proteger”, numa parceria com o Programa Mulher Segura (Promuse) da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS).

A campanha foi desenhada pela Diretoria de Comunicação Social (DCS) junto à PROAFE e a 9ª Cia Independente da PMMS – Dourados com o objetivo de promover a conscientização da comunidade universitária da UEMS. Busca-se compartilhamento de informações a discentes da instituição, especialmente mulheres, sobre como proceder em situações que envolvam abuso e agressões e sobre como buscar ajuda.

A iniciativa surge num momento delicado, retratado em pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, desenvolvida nos últimos 12 meses, e que trouxe um panorama preocupante: mais de 21 milhões de brasileiras foram vítimas de algum tipo de agressão. Esse contingente representa 37,5% do total da população feminina no país.

O estudo, intitulado “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil”, é realizado desde 2017 e registrou o maior índice da série histórica. O percentual atual é 8,6 pontos percentuais superior ao apurado na edição anterior, de 2023. Os dados apontam ainda que 5,3 milhões de mulheres (10,7% da população feminina) sofreram abuso sexual ou foram coagidas a manter relações sexuais contra a sua vontade no mesmo período — o que equivale a uma em cada dez brasileiras.

A pesquisa pode ser acessada, na íntegra, no endereço https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2025/03/relatorio-visivel-e-invisivel-5ed-2025.pdf .

A UEMS/Dourados recebe as primeiras ações da campanha. Posteriormente, todas as outras unidades da UEMS no Estado também receberão as atividades, conforme cronograma abaixo.

Imagem da notícia UEMS

Cronograma de ações em Dourados e nas outras Unidades da UEMS.

A vice-reitora da UEMS, profa. Luciana Ferreira, parabeniza os envolvidos no desenvolvimento da Campanha e reconhece que a violência contra a mulher ainda é um problema grave e persistente no Brasil, com índices alarmantes de feminicídio, agressões físicas e psicológicas, apesar de todo o esforço que tem sido realizado nos últimos anos.

“Nesse contexto, a UEMS tem desenhado uma política institucional bastante comprometida para que seja promovido de forma abrangente e eficaz a igualdade de gênero e respeito aos direitos humanos. Penso que a Universidades devem ter papel ativo na concentração, prevenção e combate à violência”, pondera Luciana.

De acordo com ela, trata-se de uma luta de responsabilidade de toda a sociedade. “Assim, por meio dessa Campanha da PROAFE e do Promuse, a UEMS resgata um protagonismo importante na formação de cidadãos que sejam críticos e conscientes e que promovam, de fato, uma cultura de respeito e igualdade, incentivando cada vez mais a participação da nossa comunidade acadêmica, estudantes, profissionais técnicos da educação superior, seus colaboradores, para que tenham iniciativas de combate à violência contra a mulher. Essa é uma ação que deve ser responsabilidade de todos e todas, de homens, mulheres, meninos e meninas”, ressalta Luciana.

O pró-reitor responsável pela PROAFE/UEMS, prof. Dr. Fernando Machado, destaca que "mais de 60% das agressões ocorrem no âmbito familiar, fato que revela um problema muito maior, uma violência de gênero estrutural e enraizada na sociedade". Por esse motivo, a UEMS, por meio da PROAFE assume o papel de contribuir ativamente na luta contra a violência de gênero, por meio de campanhas, ações e projetos que visam conscientizar da importância da denúncia e mostrar que as mulheres não estão sozinhas”.

Conforme ele, na ação desenvolvida com a PMMS, o objetivo é informar a comunidade acadêmica sobre a rede de apoio existente e sobre os canais de denúncia que a mulher pode acionar em caso de violência. "Serão disponibilizados materiais informativos, de fácil acesso, desenvolvidos em parceria entre UEMS e PMMS, com a finalidade de orientação e conscientização. A Universidade reitera que violência contra a mulher é crime, e a UEMS repudia qualquer violação dos direitos humanos e vamos atuar ativamente para o enfrentamento à violência contra a mulher", conclui Machado.

Em resumo, a ação leva integrantes da PM que integram o Promuse a visitar as salas de aulas da UEMS, de modo a promover o esclarecimento sobre os tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06) e o funcionamento das Medidas Protetivas de Urgência (MPU). Na oportunidade, discentes são informadas sobre como buscar auxílio e atendimento de forma rápida em situações de agressão e abusos.

Imagem da notícia UEMS

Criação e desenvolvimento das artes foram conduzidas pela Equipe DCS/UEMS.

Sobre o Promuse

De acordo com a 9ª Cia Independente da PMMS – Dourados, o Programa Mulher Segura (Promuse) foi instituído oficialmente no âmbito da PMMS em 2018, consolidando-se como uma diretriz estratégica de policiamento comunitário preventivo de fiscalização de medidas protetivas de urgência.

As ações contemplam o trabalho de policiamento comunitário focado na proteção de mulheres em situação de violência doméstica e familiar. O serviço vai além da patrulha tradicional, incluindo visitas técnicas periódicas às residências ou locais de trabalho das assistidas, conversas de orientação e a fiscalização do cumprimento das Medidas Protetivas de Urgência.

Conforme declaração da equipe técnica do Promuse em Dourados, a importância de garantir que o primeiro contato ou o acompanhamento seja feito por mulheres policiais militares reside na empatia e no acolhimento humanizado. Muitas vezes, a vítima encontra-se em um estado de vulnerabilidade extrema e a presença de uma policial feminina facilita o estabelecimento de um vínculo de confiança

O Promuse considera ser crucial para que a mulher se sinta segura para relatar as agressões e, principalmente, para que possamos realizar o monitoramento eficaz que visa a interrupção do ciclo da violência. É primordial destacar que policiais masculinos também fazem parte da equipe e que todos passam por um curso de formação, numa imersão sobre o tema de forma que seja despertado em cada policial a empatia e o sentimento de acolhimento, reitera a equipe.

“Na programação das visitas à comunidade universitária, discentes da UEMS irão compreender como identificar os sintomas de violência, que nem sempre são físicos. A violência psicológica, moral, patrimonial e sexual também são crimes e podem ser o início de um ciclo de agressões”, relata a Tenente Laura, oficial PM que integra a Equipe Promuse de Dourados.

Ela ressalta que o atendimento do Promuse é realizado por policiais militares capacitados, que não só realizam o acolhimento imediato da vítima como também fazem os encaminhamentos necessários para a rede de apoio, que inclui CRAS, CREAS, Viva Mulher e o Poder Judiciário.

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