Vitrines Tecnológicas do Pantanal Tech MS 2025 mostram que inovação e sustentabilidade já são realidade no campo - UEMS

Vitrines Tecnológicas do Pantanal Tech MS 2025 mostram que inovação e sustentabilidade já são realidade no campo

Vitrines Tecnológicas do Pantanal Tech MS 2025 mostram que inovação e sustentabilidade já são realidade no campo

Com 19 tecnologias testadas e aprovadas pela UEMS, o evento reforçou o papel da ciência no avanço da produção agropecuária sustentável no Pantanal

Vitrines Tecnológicas do Pantanal Tech MS 2025 mostram que inovação e sustentabilidade já são realidade no campo
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Unidade AQUIDAUANA
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Mais do que uma feira tecnológica, o Pantanal Tech MS 2025 consolidou-se como um espaço de experimentação e transformação. Entre conferências, oficinas e networking, um dos destaques do evento foi a apresentação das Vitrines Tecnológicas, localizadas na Unidade Universitária da UEMS em Aquidauana. Com 19 tecnologias de produção testadas e aprovadas pela universidade, o espaço ofereceu ao público um verdadeiro laboratório a céu aberto com soluções voltadas à sustentabilidade, inovação e conservação do bioma pantaneiro.

 

As vitrines reuniram práticas de baixo impacto ambiental, modelos de produção adaptados à realidade local e novas oportunidades de mercado, especialmente voltadas a pequenos e médios produtores. “São tecnologias testadas em nossos campos de estudo e prontas para serem aplicadas nas propriedades rurais. É ciência aplicada para o desenvolvimento do Pantanal”, afirmou o Prof. Dr. Tiago Pasquetti, gerente da UEMS em Aquidauana.

 

Entre os destaques, o público pôde conhecer:

Marco Legal do Carbono, que orienta produtores sobre monetização de áreas preservadas;

Pecuária Pantaneira com baixo impacto ambiental;

Criação extensiva de suínos com raças nativas;

Meliponário, com abelhas sem ferrão do Cerrado;

Controle biológico com fungos e bactérias benéficos;

Sistema de irrigação inteligente, uso de resíduos na avicultura agroecológica e muito mais.

Para muitos visitantes, o evento foi também uma oportunidade de aprendizado prático. Gabriel dos Santos Silva, 28 anos, que atua com gado leiteiro em Aquidauana, elogiou o conteúdo técnico: “Gostei bastante da parte de piscicultura, ovinos e aves. As palestras foram muito ricas. Vim rever e aprender com as novidades”.

 

Ystael de Oliveira, moradora do Pará, conheceu o evento após ver postagens no Instagram. Ela ficou encantada com as soluções, principalmente na área de hidroponia: “Eu tinha certo preconceito, mas estou achando maravilhoso. Quero conhecer mais sobre agricultura”.

 

A experiência prática foi enriquecedora também para os estudantes que atuaram nas vitrines. Ana Carolina de Lima, aluna de Zootecnia e membro do grupo GENAVE (Grupo de Estudos de Nutrição de Aves), apresentou projetos em avicultura sustentável com materiais reciclados: “Está sendo incrível apresentar e ao mesmo tempo aprender com quem visita. A troca é muito rica”.

 

Outro exemplo foi Danilo Filipe, estudante de Agronomia, que demonstrou um simulador de chuva móvel usado para avaliar erosão do solo e perda de nutrientes: “Mostramos na prática como diferentes usos do solo influenciam a infiltração e a erosão. É um dado muito útil para o planejamento agrícola”.

 

Cristiane Gonçalves de Mendonça, professora de Agronomia e Engenharia Florestal, levou ao público a importância das abelhas sem ferrão: “Além do mel, elas têm funções ecológicas importantíssimas, e são ótimas para projetos de educação ambiental”.

 

Outro ponto que chamou atenção foi a vitrine de integração pecuária-floresta com uso do louro-preto (Cordia glabrata), explorando sombreamento estratégico e o aproveitamento da madeira. Em parceria com a startup EcoSeed, a UEMS também apresentou o PackSeed, um pacote tecnológico que melhora a semeadura de mudas nativas em áreas degradadas, mostrando o potencial da silvicultura como aliada da pecuária.

 

A vitrine de olericultura no Pantanal PEC, apresentada por Jainy Monzon, estudante de Agronomia, também encantou: “Mostramos um sistema que integra frutíferas, olerícolas e lavoura. Para a agricultura familiar, isso significa produtividade e diversificação”.

 

 

Com temas que vão da fruticultura adaptada ao Pantanal à prevenção de incêndios florestais com tecnologia, passando por centros de piscicultura sustentável, as Vitrines Tecnológicas mostraram que a ciência feita no interior do Brasil tem impacto direto na vida do produtor e no futuro do planeta.
 

Ao unir pesquisa aplicada, inovação tecnológica e valorização do conhecimento local, o Pantanal Tech MS 2025 reafirma seu papel como ponte entre universidade, campo e sociedade. As vitrines não apenas ensinaram: inspiraram. Mostraram que é possível produzir mais e melhor, respeitando a biodiversidade, a cultura pantaneira e as futuras gerações.


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